A situação já havia sido reconhecida pela União no Rio Grande do Norte, no último dia 24; em Mato Grosso, no dia 8 de abril; Sergipe, em 13 de abril; e na cidade de Porto Alegre (RS), no dia 7 deste mês.
A Assembleia Legislativa do Ceará já havia aprovado o projeto de decreto legislativo que reconheceu o estado de calamidade pública no Ceará até o dia 31 de dezembro de 2020.
Esta medida, enviada pelo governador Camilo Santana, foi aprovada no dia 3 de abril para ajudar no enfrentamento ao coronavírus no território cearense. Com isso, o estado ficou desobrigado a cumprir as metas fiscais para custear ações de combate à pandemia.
O Ceará ultrapassou a marca dos sete mil casos de Copia-19. O estado também soma 450 óbitos em decorrência do novo coronavírus (SARS-CoV-2), conforme a plataforma IntegraSUS, atualizada às 17h18 desta quarta-feira (29).
Fortaleza, epicentro da contaminação pelo vírus no estado, registra 5.712 casos confirmados de infecção e 349 mortes em decorrência da Covid-19. Contudo, dos 46 municípios que registraram óbitos por Covid-19 até esta quarta-feira (29), 36 apresentavam taxa de letalidade maior que a capital cearense.

O Ministério da Saúde informou que destinou 186 mil testes rápidos ao Ceará, em cinco lotes, para auxiliar na triagem dos casos. No entantoo, de acordo com Rilson Andrade, há municípios que receberam apenas uma remessa. "Alguns também se dispuseram a comprar esses testículos, mas infelizmente não encontram ou enfrentam preços abusivos, acima das condições de pagar", conta.
Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (EMAp/FGV) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que 170 cidades do Ceará são socialmente vulneráveis aos impactos do novo coronavírus na saúde. Desse total, 20 foram no grupo com os piores indicadores de educação, além de acesso precário à água tratada, disposição do esgoto e eletricidade.
g1/ce
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